quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mais Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Viva la vida



Retomando o blog! Coldplay, Viva la vida: pelas sensações que sitno quando escuto essa música! Ela estourou quando eu estava realizando um sonho, conhecendo um lugar maravilhoso... Lembro do clima e do cheiro da cidade e exatamente do que estava sentindo...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

The Bride was Beautiful

Katie Kirkpatrik era uma americana de apenas 21 anos de idade. Ela tinha câncer em um estágio muito avançado. Respirar tornou-se uma tarefa difícil e por isso passou a usar oxigênio. A dor era tão intensa que só podia ser amenizada com morfina. Os seus orgãos apresentavam sinais de falência, mas Katie decidiu que a doença não impediria ela de ter o dia mais feliz de sua vida, que seria o casamento com a sua paixão desde o colegial, Nick Godwin de 23 anos. Katie realiza seu sonho e se casa com Nick em 15 de janeiro de 2005. Cinco dia depois do casamento, Katie perde a luta contra o câncer. Ela não permitiu que a doença a impedisse de viver, de ter fé e esperança que fez ela acreditar que teria um futuro. Ela teve um casamento muito bonito, teve amor e deu amor. O amor nunca morre. E foi assim que Katie venceu o câncer.


Recebi essa história por e-mail! Triste porém linda! Fiquei muito curiosa e busquei informações sobre a veracidade da história e é tudo real! As fotos são do fotográfo Romain Blanquart (http://www.romainblanquart.com/) e receberam menção honrosa no concurso The Best of Photo Journalism 2006 da National Press Photografers Association. Veja as informações sobre o concurso e o ensaio completo no site da NAPPA: http://bop.nppa.org/2006/still_photography/winners/OES/67966/134496.html)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mais Fernando Pessoa

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."


sábado, 8 de novembro de 2008

YES, WE CAN!



Texto de Boaventura de Sousa Santos em que analisa a eleição americana e as eleições presidenciais na América Latina nos últimos anos http://www.ces.uc.pt/publicacoes/opiniao/bss/207.php

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Músicas que fazem ou fizeram parte de mim I

Voltando de viagem, minha vida mudou um pouquinho seu rumo e eu deixei o blog um pouquinho abandonado!
A partir de hoje sempre que estiver triste, porém sem saber por onde começar, postarei uma música que explique meus sentimentos no momento!
Escolhi "Vento no Litoral" justamente pelo rumo que as coisas tomaram depois da minha volta! Pela saudade absurda que estou sentindo! Saudade dos nossos planos de quando olhávamos juntos na mesma direção!
Afinal, vai ser difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo!
Vento no Litoral
Renato Russo

De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhavamos juntos na mesma direçao
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser dificil sem você
Porque você esta comigo o tempo todo
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar, é uma bobagem.
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos.
Lembra que o plano era ficarmos bem?
Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos.
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Mendoza: impressões (Escrito em 21 de setembro)

Mendoza, Argentina, Universidad Nacional de Cuyo...
Antes de chegar a Mendoza estava cheia de expectativas, afinal Buenos Aires é seguramente umas das cidades mais maravilhosas que conheço e a Argentina é um país encantador, pero Mendoza...
A primeira vista é uma cidade interessante, bem arborizada, com praças bem cuidadas porém além das árvores e praças, o que há?
Não posso reclamar nada quanto a organização mendozina do curso, foram praticamente perfeitos, mas a cidade me faz lembrar a cidade onde nasci, o único lugar onde tenho certeza que não posso viver.
Mendoza tem uma sociedade fechada, ligada ä aparências, ao status, onde não és nada se não tiveres algo ou se não aparentares ter algo. E isso faz eu me sentir muito mal, afinal é como estivesse na cidade onde nasci! Gosto de sentir-me livre para ser, vestir,pensar o que eu quiser e não gosto que me olhem e me meçam, em absoluto. Gosto de poder ser quem sou, sem que isso incomode a ninguém e sem invadir o espaço alheio, mas o problema começa quando invadem meu espaço, minha vida....
Minha estada em Mendoza fez com que lembrasse no meu irmão que quando viveu fora tinha adotado a música "Preciso me encontrar", interpretada pela Marisa Monte em seu primeiro CD, como dele e lembrei-me, então de uma musica do Kid Abelha que se chama "Nada Sei", a qual te transcreve muito do que sinto agora...

Nada sei dessa vida

Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber...

QUE LUGAR ME PERTENCE
QUE EU POSSA ABANDONAR
QUE LUGAR ME CONTÉM
QUE POSSA ME PARAR...

Sou errada, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto tempo me deixar
Errando enquanto o tempo me deixar...

Destaquei a segunda parte, pois já estou segura de qual o lugar que me pertence, que eu posso (e devo) abandonar e preciso buscar um que me contenha e possa me parar (e realizar)....

Dois anos se passaram sem que eu sentisse... É como se eu tivesse dormido e acordado com 25 anos... Me sentindo muito insegura, apesar da minha idade.... Que seja Brasília, Florianópolis, Caxias do Sul, Buenos Aires.... Ou mais longe... Pois as sensações e sentimentos me dão pistas de qual pode ser esse lugar que me contenha e possa me parar e completar... E me deixar mais segura... Pois de fato odeio tudo que me faça lembrar de ... Que me faça sentir ....